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12 de Abril de 2017 às 17h47min

Santa Catarina lança Feirão do Imposto


No último final de semana durante a 137º AGO do CEJESC, em Xaxim - Regional Oeste, Santa Catarina lançou a Campanha do Feirão do Imposto 2017. O lançamento ocorreu em dois momentos como explica do Diretor do Feirão do Imposto, João Adriano Philipps. “O primeiro momento ocorrido na sexta-feira à noite realizamos uma apresentação contando um pouco da história da campanha, suas conquistas e apresentando o tema de 2017 para a comunidade e todos os presentes. Cerca de 700 pessoas entoaram a voz pedindo o fim da corrupção e a melhor distribuição dos impostos. No segundo momento, no sábado de manhã, realizou-se o lançamento junto de mais de 100 jovens empreendedores do Cejesc, isso dentro da Assembleia Geral Ordinária, alinhando alguns pontos da campanha e realizando a entrega do Press kit de Comunicação”.

 

Como em outros anos, o Press kit de Comunicação tem a finalidade de auxiliar os Núcleos com materiais gráficos da campanha junto do contato à comunidade e mídias locais. Este ano o Press kit contém: uma camisa, 10 balões e 65 Flyers enviados a quase 70 núcleos do CEJESC.

 

João observa que, no sábado à noite, durante o jantar de comemoração dos 18 anos do Cejesc foi entrega a camisa oficial do evento ao Presidente da FACISC, Ernesto João Reck, que em seu discurso de congratulações ao CEJESC enfatizou a importância da Campanha do Feirão do Imposto.

 

Com o tema “Chega de Mão Grande”, a ação contra a corrupção e a favor do retorno dos impostos, será realizado em mais de 100 cidades brasileiras com a proposta de informar a população sobre a alta carga tributária que incide em produtos e serviços no país.  Nos próximos dias acontecem diversas palestras em todo o estado catarinense e no dia 27 de maio as ciaddes promoverão uma marcha, enfatizando o impacto da corrupção nos impostos.

 

Segundo a coordenadora de assuntos tributários da Conaje, Silvia Wilbert, o tema deste ano do projeto - “Chega de Mão Grande” -  tem o objetivo de levar a população a refletir sobre o impacto da corrupção nos impostos, gerando a ação contra a corrupção e a favor do retorno dos tributos em benefício para a sociedade. Ela enfatiza que o Feirão do Imposto já é uma ação nacional conhecida e uma marca registrada da Conaje e dos movimentos jovens associativistas do país, que não medem esforços para disseminar informações tributárias de forma simplificada à população e questionar a aplicação destes recursos. Atualmente, o Feirão do Imposto é realizado pela Conaje, em parceria com os movimentos de jovens empreendedores e empresários nos estados e municípios, com o Observatório Social do Brasil (OSB).

 

Situação no Brasil

 

Segundo a Organização de Transparência Internacional, o Brasil piorou três posições no ranking sobre a percepção da corrupção no mundo em 2015, ficando na 79ª posição entre 176 países, ao lado de China, Índia e Bielorússia. O estudo leva em conta outros 13 levantamentos relacionados a corrupção realizados por instituições como Banco Mundial, World Justice Project e Global Insight.

 

A corrupção interfere no retorno dos impostos em benefícios para a sociedade, porque retira investimentos em áreas essenciais como saúde, segurança e educação. De acordo com a Organização das Nações Unidas, estima-se que, aproximadamente, R$ 200 bilhões são desviados no Brasil, por ano. Este valor significa três vezes o orçamento da saúde ou educação, e cinco vezes o orçamento da segurança pública.

 

A corrupção também afeta a competitividade das empresas, sendo que o Brasil perdeu mais seis posições no ranking das economias mais competitivas do mundo, caindo para a 81ª colocação em 2016. O ranking avalia 138 países e foi divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). O levantamento é um termômetro do nível de produtividade e das condições oferecidas pelos países para gerar oportunidades e para que as empresas possam obter sucesso. Além disso, a corrupção atrapalha o desenvolvimento econômico e social. Pesquisas revelam que quanto maior o índice de corrupção, maior será a desigualdade e menor será o desenvolvimento.

 

Conscientização

 

Na edição 2016 do Feirão, o trabalho de conscientização teve como foco à ausência de retorno adequado dos tributos que são recolhidos pela sociedade. “Situação visivelmente acarretada pela má gestão dos recursos, assim como pela corrupção sistematizada”, destacou a coordenadora nacional do Feirão do Imposto, Silvia Wilbert. Por causa desse objetivo, a campanha teve como símbolo o ‘Bumerangue’, que é um objeto de arremesso conhecido no mundo todo por retornar ao seu marco inicial.

 

O Feirão do Imposto tem sido desenvolvido por meio de ações e atividades de alerta como venda de combustíveis e itens alimentícios com impostos subsidiados, exposição de produtos com e sem valor de impostos, sorteio do direito de compra de carros, motos e eletrodomésticos com tributos totalmente subsidiados, corridas, happy hour “sem imposto”, instalação de impostômetro etc. Segundo o presidente da Conaje, Fernando Milagre, a meta também tem sido, a cada ano, aumentar o número de atividades e envolver novos parceiros no projeto para revelar ao público qual é a realidade do sistema tributário brasileiro e o impacto na vida de cada pessoa.

 

Mudança

 

Até 2015, a Conaje realizava dois eventos por ano para alertar e conscientizar a população sobre a carga tributária que incidente em produtos e serviços no Brasil – Dia de Respeito ao Contribuinte e da Liberdade de Impostos (DLI), sempre no mês de maio, e o Feirão do Imposto, em setembro. A partir de 2016, a proposta da Confederação foi unir esforços na realização de apenas um evento (Feirão do Imposto) e, com isso, alcançar um maior número de pessoas, além de contribuir para a efetiva e transparente aplicação dos tributos em benefícios para a sociedade.

 

Feirão do Imposto

 

O projeto Feirão do Imposto foi criado em 2003, na cidade de Joinville (SC) pelo Núcleo de Jovens Empresários da Associação Empresarial de Joinville (ACIJ), que mobilizou a sociedade civil joinvilense para informar e, sobretudo, educar a população a respeito do quanto se paga em impostos. A partir dessa mobilização, o Feirão se tornou uma ação nacional, desenvolvida anualmente pela Conaje para conscientizar se quanto se paga em impostos e acompanhar a destinação dos tributos.




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